Enraizamento da Educação Ambiental no Brasil Em decorrência dos desdobramentos do 1o Encontro Governamental Nacional sobre Políticas Públicas de Educação Ambiental, realizado na cidade de Goiânia de 13 a 15 de abril passado, o Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (composto pela Diretoria de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e pela Coordenação Geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação), está iniciando uma nova etapa do processo de fomento da educação ambiental nas 27 unidades federativas do país. A iniciativa “Articular, fortalecer e enraizar a Educação Ambiental para um Brasil de todos” consiste no estabelecimento de uma rodada de reuniões em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal, visando estabelecer diálogos com os educadores e educadoras ambientais, na perspectiva da promoção de novos encontros que permitam a aglutinação de esforços para fortalecer a educação ambiental. Estão planejadas reuniões setoriais (esfera federal, esfera estadual e capital, entidades organizadas da sociedade civil, Comissão Organizadora Estadual da Conferência Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente, Comissão Interinstitucional Estadual de Educação Ambiental) e uma reunião geral com todos os educadores e educadoras ambientais do Estado visitado pelo Órgão Gestor da PNEA, desejosos de se inserir neste circuito de interlocução. Nestas reuniões, pretende-se discutir vários assuntos. Primeiro, considera-se importante conhecer as iniciativas locais das ações em educação ambiental desenvolvidas tanto pelos órgãos públicos federais que estão presentes em todo território nacional, como o IBAMA, a FUNAI, o INCRA a EMBRAPA; como pelos órgãos públicos estaduais, em especial as secretarias de educação e de meio ambiente (evidentemente sem deixar de integrar a dinâmica municipal, ao menos no âmbito das capitais). A Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (ABEMA), União Nacional de Dirigentes Municipais da Educação (UNDIME), Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (ANAMMA) e Associação Brasileira de Municípios, entre outras entidades, também estão convidadas para expor suas iniciativas e sobretudo, para iniciar um diálogo que fomente a capilaridade da educação ambiental a partir dessas instâncias que tem entre suas principais especificidades, a atuação na área ambiental e educacional nos estados e municípios. A sociedade civil organizada, envolvendo o Fórum Brasileiro das ONGs e Movimentos Sociais, a ABONG, o Conselho Jovem, sindicatos, associações empresariais, e universidades públicas e privadas, também terão participação no diálogo para expor suas atividades e demandas. Nesse início de diálogo, as linhas de ação, programas e alguns projetos da Coordenação Geral de Educação Ambiental do MEC e da Diretoria de Educação Ambiental do MMA também serão sucintamente apresentados aos participantes das reuniões. O propósito do intercâmbio de informações, experiências e iniciativas, entre todos os segmentos, visa tanto o mapeamento inicial do estado da arte, como a promoção de sinergia de esforços para otimizar as ações em educação ambiental no âmbito estadual, por intermédio do futuro estabelecimento de parcerias e articulações institucionais. Na perspectiva do trabalho integrado entre os dois ministérios para a gestão do Programa Nacional de Educação Ambiental, outro assunto a ser abordado nessa rodada de reuniões diz respeito à discussão do contexto mais adequado para a articulação institucional entre as secretarias estaduais de educação e de meio ambiente, para aproximar os trabalhos das duas instâncias, sem esquecer o papel dos Núcleos de Educação Ambiental do IBAMA nesse sentido. Outro ponto de pauta das reuniões diz respeito à construção ou fortalecimento da esfera pública destinada ao planejamento e gestão da educação ambiental no âmbito estadual: a Comissão Interinstitucional Estadual de Educação Ambiental (que no caso do Rio de Janeiro, convencionou-se intitular de Grupo Interdisciplinar de Educação Ambiental e no Espírito Santo, de Câmara Técnica Permanente de Educação Ambiental). Pretende-se discutir se as CIEAS possuem horizontes democráticos como eixos orientadores de suas atividades, e quais vínculos institucionais possuem, ou seja, se estão vinculadas às secretarias de educação e/ou meio ambiente, ou ainda, ao CONSEMA e/ou CONSED. Em decorrência da discussão sobre as CIEAS, outra expectativa de pauta das reuniões se faz presente, e diz respeito à formulação e execução das respectivas políticas e programas estaduais de educação ambiental, assunto que remete à pauta das reuniões, o papel desempenhado pelas Redes de Educação Ambiental na circulação da informação e no subsídio à participação nas decisões relativas ao planejamento e gestão da educação ambiental em sua esfera de atuação. Outro assunto significativo para a pauta das reuniões, relativo a um importante passo efetuado no 1o Encontro Governamental Nacional sobre Políticas Públicas de Educação Ambiental, é o documento “Compromisso de Goiânia”, que enuncia as diretrizes para o planejamento e gestão democrática e integrada da educação ambiental, e lista uma ampla plataforma de ações assumidas por representantes de inúmeras secretarias de educação e de meio ambiente. Por fim, na expectativa de propiciar um canal de interlocução autônomo entre os educadores ambientais de cada estado, o Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental está disponibilizando um instrumento chamado “Sala Virtual”, abrigado no SIBEA (Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental) e que pode auxiliar o processo de consolidação das Redes de Educação Ambiental. Na ocasião da reunião geral com todos os educadores ambientais, também será divulgado o processo de consulta nacional do Programa Nacional de Educação Ambiental, na perspectiva do planejamento das políticas de educação ambiental de acordo com as demandas sociais. Em síntese, a proposta do “Enraizamento da Educação Ambiental no Brasil” consiste na instauração de um diálogo entre todos os segmentos articulados que trabalham com a educação ambiental, tendo como horizonte o fomento e a organicidade das atividades, por intermédio de várias perspectivas integradas: · Intercâmbio de informações, experiências e iniciativas; · Estabelecimento de parcerias e articulações institucionais; · Planejamento participativo do Programa Nacional de Educação Ambiental; · Fortalecimento ou criação das Comissões Interinstitucionais Estaduais de Educação Ambiental; · Criação ou consolidação das Redes de Educação Ambiental; · Fomento à Política e Programa Estadual de Educação Ambiental; · Divulgação do Compromisso de Goiânia; e · Disponibilização da Sala Virtual no SIBEA para cada unidade federativa Não seria exagero afirmar que a educação ambiental brasileira vive atualmente um grande momento em sua história. A promoção da articulação institucional entre todos os segmentos e setores que trabalham com a educação ambiental, e a consolidação da esfera pública para o planejamento e a gestão da política de educação ambiental, em sintonia com o processo de redemocratização da sociedade brasileira, são movimentos que dependem da participação de cada um dos educadores ambientais para enraizar definitivamente a educação ambiental no país. Mobilize-se, e compareça na reunião promovida pelo Órgão Gestor da PNEA em seu Estado. A educação ambiental agradece. Informações adicionais: Diretoria de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (DEA/MMA) Philippe Pomier Layrargues Telefone (61) 317-1470 E-mail philippe.layrargues@mma.gov.br Coordenação Geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação (COEA/MEC) Eneida Maekawa Lipai Telefone (61) 2104-6236 E-mail eneidalipai@mec.gov.br