O papel da educação ambiental na escola Data: 30/8/2004 Artigo Rita de Cássia Martins Barbosa Mestra em Educação RESUMO Trata-se de um artigo que pretende apresentar uma contribuição para =onscientização ambiental de atuais e futuros professores .Neste =rtigo serão fornecidas orientações importantes para a =ormação do professor, para que ele possa desempenhar com competência a sua função, desperta nos alunos o desejo de =reservar o meio ambiente e sensibilizá-los . Impõe-se, então, uma busca urgente de ações e iniciativas que contribuam com a sua solução de forma mais imediata e que possa =ontribuir com a mudança de comportamento do homem. O tema abordado constitui há algum tempo, um importante aspecto na discussão científica e política, e gera um decisivo estímulo na =onscientização da decisiva transcendência da educação das =tuais e futuras gerações. O presente trabalho, busca avaliar a situação do meio ambiente e os desafios para os atuais e futuros docentes para que possam alcançar um =dequado nivel de educação ambiental em todos os estudantes mediante = processo docente educativo que constitui um imperativo da sociedade =rasileira que se corresponde com os regulamentos oficiais do Ministério de Educação e Cultura. Assim, a questão ambiental impõe às sociedades a busca de novas formas de pensar e agir, individual e coletivamente, de novos caminhos e =odelos de produção de bens para suprir as necessidade. ABSTRAT This article pretend to present an important contribution for =nvironment conscience of teachers. On this, will be done important directions for teachers who =an fulfill their jobs with competence, arousing the desire of environment preservation and =cological conscience on their students. However, it's necessary some urgent actions that can immediately =ontribute for a behavior change in human kind. The theme is, since a long time ago, an important aspect of scientific =nd politic discussion, and represents an encouragement to environment conscience =or new and future generations. This job desire to value the environment situation and the challenges =or future teachers, who could be well prepared by a high level of environment conscience, =ccording to officials regulations of Education and Culture Ministers. So, the environment question imposes to our society, new ways of =hinking and working, new models of productions to supply our necessities. INTRODUÇÃO Os atuais problemas que afetam a sobrevivência no meio ambiente são cada vez mais angustiantes e, em conseqüência, a causa de uma =rescente preocupação da humanidade. Impõe-se então uma busca urgente de ações e iniciativas que contribuam com a sua solução de forma mais imediata. O desenvolvimento científico e tecnológico e suas implicações sociais, que incrementam a qualidade de vida, cada vez mais põem em =erigo o meio ambiente e a própria vida humana. A capacidade de modificar o meio ambiente em função do desenvolvimento das atividades sociais passam por diferentes etapas na =istória da humanidade. O acelerado desenvolvimento científico e tecnológico provocam ao meio ambiente perdas irreversíveis. Durante sua curta vida na Terra, o =omem proporciona mudanças profundas no ar, na água, nos seres vivos e nas interações existentes entre estes elementos. Sobre as =odificações impostas pelo uso da terra, em países em =esenvolvimento demonstrando as maneiras pelas quais o crescimento =opulacional influencia nas mudanças do uso da terra e como isso =stá relacionado com a degradação ambiental (Henderson- Sellers =1984). A humanidade paga um preço bem alto pela falta de seriedade com que os =ominantes da sociedade encara o problema ambiental. Como diz, "Dias", a =opulação humana, mais do que qualquer outra, tem causado danos ao ambiente, e portanto deve ser responsável por ações corretivas e =reventiva. A crise ambiental gera preocupação dos Estados, das Organizações dos Governos. A todo momento chegam-se informações a respeito dos problemas ambientais que ameaçam a estabilidade e o funcionamento normal do =laneta. Neste caso, o que tem ocorrido? Ainda há tempo de evitar uma crise geral na biosfera? Existe algum modo de reverter esta situação? Que papel desempenham os educadores e as escolas em relação à conservação e à preservação do meio =mbiente? Essas e muitas outras perguntas foram responsáveis pela primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, =elebrada em 1972 em Estocolmo, a defesa e a melhoria do meio ambiente para as gerações presentes e futuras constituem um objetivo urgente =a humanidade. Para que se chegue a isso, adotar-se-ão novas estratégias , incorporando-as ao desenvolvimento mediante à =tilização dos avanços da ciência e da tecnologia. A =ducação deve desempenhar uma função capital com vistas a criar consciência e a melhor compreensão desses problemas que afetam o =eio ambiente. A escola, como instituição responsável pela formação integral dos cidadãos, tem o dever social de desenvolver um sistema de =onhecimentos, habilidades e valores que sustentem uma conduta e comportamento próprio da proteção desse meio ambiente. A atual situação desse meio ambiente no mundo e, em particular no Brasil, revela a importância de elevar o papel e eficiência da =scola em desenvolver uma cultura ambiental conseqüente com a situação referida. É evidente que para conseguir o propósito educativo requer de um professor que seja capaz de orientar, com pleno domínio da =ituação do meio ambiente, o processo de sua formação e desse desenvolvimento de conhecimento, de habilidade, de valores, de sentimentos e de atitudes associadas ao meio ambiente de seus alunos e os prepare para encontrar soluções para os problemas ambientais em =ue se desenvolva. É essencial formar nos atuantes e futuros docentes, uma consciência ambiental, de maneira que, com responsabilidade, forme conhecimentos e =esenvolva valores para a solução desses problemas ambientais nas escolas e na comunidade onde vivem. Isso requer de um professor que seja um guia, um orientador e que conheça o seu papel como vínculo entre os diversos setores da comunidade e da escola. Para vencer esse desafio, é importante que os atuais professores e futuros professores se conscientize sobre a importância de preservação do meio ambiente para que possam induzir novas formas de conduta nos indivíduos e na sociedade a respeito da biodiversidade. Logo "A questão ambiental está globalizada, sendo uma de suas dimensões mais poderosas, em termos de potencial e de mudança"s (Viola, 1996). Hoje, trata-se de uma questão de responsabilidade individual e coletiva. PAPEL DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA Percebe-se que a partir de análises realizadas da situação do meio ambiente em escala mundial e em particular, nas condições de Brasil, =E9 possível deduzir da importância das atuais e futuras gerações estabelecerem adequadas relações com a natureza e com o =ocial. As condições referidas se dimensionam a importância da =ducação ambiental. Os níveis de compreensão necessários para a atuação responsável no meio ambiente, têm como base um sistema de conhecimentos, habilidades e valores que não se formam por si sós =as novas gerações. A atuação consciente do ser humano, em sua relação constante com o meio ambiente, requer um conjunto de influências educativas orientadores, neste sentido que recebem =eralmente no seio da família, da comunidade e de toda sociedade. =videntemente, que a escola desempenha um papel decisivo. Os problemas do meio ambiente geram e geraram uma preocupação crescente na busca de soluções a longo prazo. No contexto internacional, a educação ambiental se dimensionou fundamentalmente nos países de maior desenvolvimento,como : Grã =retanha, Roma,Países da Ásia, Estados Unidos. a partir da década de 70. Paralelamente, os programas da Organização das Nações =nidas, em 1975 se direcionou ao Programa Internacional de Educação Ambiental (PIEA) com o objetivo de precisar e instrumentar os objetivos = princípios dessa educação ambiental. Em conseqüência, essa =ducação l foi reconhecida como um processo contínuo, =nterdisciplinário e orientado pela satisfação dos interesses nacionais. Esse ambicioso programa se dirigiu à promoção do =ntercâmbio de idéias e de experiências no campo ambientalista e =E0 coordenação de investigação científica com o objetivo de =ossibilitar uma melhor compreensão desses seus objetivos e de seus conteúdos e métodos. A Escola, como instituição responsável pela formação integral dos cidadãos, tem o dever social de desenvolver o sistema de =onhecimento, habilidades e valores que sustentam uma conduta e comportamento próprios de proteção ao meio ambiente. Desde o ponto de vista pedagógico, essa educação se concebe como um processo educativo permanente porque as pessoas cobram consciência =o seu meio ambiente e adquirem os conhecimentos, valores, as atitude, a experiência e a determinação que permitam atuar, individualmente e =oletivamente para resolver os problemas ambientais presentes e futuros. =Muito se debate em favor ou contra a inclusão da educação =mbiental no currículo normal das escolas, com os mesmos direitos de outras disciplinas. Neste caso, pensa-se que para isso deveria ter um professor extremamente preparado, e resultaria um programa demasiado =xtenso; provocaria uma sobrecarga horária. Necessitaria ; portanto de =ais tempo para as atividades extra docentes e extra escolares, pois a =ducação ambiental não pode se deter somente ao recinto escolar. =or tudo que foi dito anteriormente, Vê-se claramente que a =ducação ambiental só pode ter êxito se adotar um caráter e enfoque interdisciplinário, multidisciplinário e =ransdisciplinário, isto quer dizer que a incorporação da =imensão ambiental deve haver um equilíbrio com os programas das disciplinas de Ciências Naturais, Ciências Exatas e Ciências Sociais. Sem pretensão de converter os professores em especialistas em meio ambientes, eles devem buscar outras vias de superação como: =ursos de capacitação , seminários, congressos que o qualifique =elhor. Sem dúvida esse propósito educativo requer de um professor um maior desempenho. Requer-se ser capaz de orientar, com pleno domínio da =ituação do meio ambiente, o processo de formação e de desenvolvimento dos conhecimentos, de habilidades,de valores,de =entimentos e de atitudes associadas à conservação do meio ambiente em seus alunos e os prepare para encontrar soluções aos problemas do meio ambiente que se desenvolve. Um professor de matemática, literatura ou física vê claramente e sem problemas os conteúdos que devem desenvolver em sua disciplina. =ossui um programa, orientações metodológicas, livros de texto e um horário. Como o professor trabalharia a educação ambiental se =ão possui programa e nem horário? É essencial formar no docente uma consciência ambientalista de maneira que, com responsabilidade e consciência de magnitude do seu =esempenho, possuem conhecimento e desenvolva valores para a solução de problemas ambientais presentes nas escolas e na comunidade em que =ivem os alunos. Isto requer um professor que seja guia, orientador e =ue conheça com clareza seu papel como vínculo entre os diversos setores da comunidade e da escola. A educação ambiental desenvolve nos alunos uma capacidade de observação crítica, de compreensão e de responsabilidade em =ireção ao meio ambiente que se caracteriza por sua diversidade. Os problemas ambientais que afetam as diferentes comunidades são variados. Dentre os problemas, os principais são: degradação dos =olos, contaminação ambiental, esgotamento da camada de ozônio, mudanças climáticas,perdas irreversíveis biológica (Mc.Pherson, = Hernandéz, p.2002. Um princípio fundamental da educação ambiental é o da adequação ao meio ambiente onde vive (comunidade) o aluno. Os problemas, de uma zona rural, resulta a cobrança de atividades que promovem nos alunos a conservação dos ecossistemas naturais. Esses =roblemas diferem do ecossistema urbano que as atividades levam em consideração as características e o tamanho da população. Um programa de Educação Ambiental, para ser efetivo, promove, simultaneamente, o desenvolvimento de conhecimento, de atitudes e de =abilidades necessárias à preservação e à melhoria da qualidade ambiental. Espera-se que somente fomentando a participação comunitária, de forma articulada e consciente, um programa de EA atingiria seus =bjetivos. Para tanto, ele deve prover os conhecimentos necessários =E0 compreensão do seu ambiente, de modo a suscitar uma consciência =ocial que possa gerar atitudes capazes de afetar comportamentos. A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA FORMAÇÃO DE DOCENTES E FUTUROS DOCENTES A educação ambiental visa desenvolver a necessidade de universalizar a ética humana e induzir os alunos a adotar atitudes e comportamentos =onseqüentes, que asseguram a proteção do meio ambiente e o melhoramento da qualidade de vida a curto e a longo prazo. Dessa forma, = educação ambiental enfatiza a conscientização das atuais e das =uturas gerações sobre os problemas ecológicos, sociais, culturais = promove ações de caráter preventivo a respeito do meio ambiente. =O papel do docente na formação da consciência ambiental é fundamental ao constituir um fator essencial na direção do processo pedagógico. Um objetivo decisivo na formação dos professores é desenvolver neles a consciência a respeito da problemática meio ambiente que lhes possibilita a condução consciente e responsável =o processo encaminhado à formação de conhecimentos, habilidades e =alores . Sua proteção e o desenvolvimento sustentável, não só =a escolamas também na estreita relação com o resto dos fatores =ociais e, em particular, na comunidade onde se encontra. Desde a conferência de Tblisi (1977) fizeram recomendações e um informe final que constitue diretrizes de grande valor a respeito da =reparação dos docentes para a educação ambiental. Entre outras recomendações, foram citadas as seguintes: incluir no programa de formação de professores Ciências Ambientais e Educação Ambiental; prestar ajuda ao docente nos Centros de Formação de Professores; facilitar aos futuros professores uma formação ambiental apropriada para a zona urbana ou rural em que vai trabalhar; tomar medidas necessárias para que a formação em Educação Ambiental esteja ao alcance de todos os professores. dotar nas Instituições Educativas e de Formação com a flexibilidade necessária para que possam incorporar aspectos de educação ambiental aos programas existentes e criar outros programas novos, segundo o enfoque e a metodologia interdisciplinar; envolver os alunos e professores na preparação e adaptação do material didático em educação ambiental. O docente deste milênio deve possuir capacidades e habilidades pedagógicas suficientes que lhe permitam satisfazer as necessidades =ásicas de aprendizagem de seus alunos.Um docente com capacidade de questionamento, que esteja preparado para construir situações de =iálogo no marco da diversidade, que fortaleça permanentemente a =rgumentação de suas próprias explicações que possa assim contribuir com a construção de conhecimentos de seus alunos e a da apropriação da realidade, um professor observador, que possa reconhecer-se e reconhecer os demais por =eio do seu fazer pedagógico, capaz de recriar e reconstruir, permanentemente, o conhecimento a partir de análises dos problemas =mbientais cotidianos. É necessário um docente que compreenda que a escola é parte de uma realidade educativa maior, deve conhecer a comunidade, seus problemas e =nvolver-se com ele e abrir espaços para reflexão e conscientização de atividades que desenvolvam aprendizagem significativas e que enlacem com a realidade exterior e, sobre tudo, que assuma a educação ambiental , uma educação de valores , de =titudes de tolerância e de respeito e solidariedade, é dizer uma =ducação ética que supõe um compromisso. Em essência, a educação ambiental formar homens e mulheres com atitudes e valores a respeito desse meio ambiente, cujo compromisso =E9tico e comprometida responsável que asseguram um mundo melhor para todos. RECOMENDAÇÕES VALIOSAS PARA A FORMAÇÃO DOS DOCENTES LEVANDO EM =ONSIDERAÇÃO O QUE FOI DITO ANTERIOR (SANTOS, 2002) Proporcionar ao docente conhecimento básico essencial aos fenômenos ambientais que permitam compreender as interações =xistentes entre a sociedade e a natureza. Contribuir ao desenvolvimento uma consciência critica dos problemas do meio ambiente e o desenvolvimento, que lhes permitam ajudar os seus =lunos a construir alternativas de solução desde a perspectiva do desenvolvimento sustentável. Reconhecer o valor de um processo de formação continua em educação ambiental que permita elevar seu desempenho profissional na =edida que lhe proporcione as ferramentas essenciais para auto =reparar-se e se converter em sujeito e objeto de uma educação para =oda a vida. Promover a construção do espaço interdisciplinário que demanda = educação ambiental como campo em construção, desde =osições epistemológicas e metodológicas produto de processos de =nvestigação - ação - participação. Fomentar o trabalho em equipe e a troca de experiência entre docentes de diferentes tipos e níveis de educação, dando =rioridade a educação ambiental nos estudos pedagógicos de =ormação docente. Levando em consideração seus critérios e a experiência no tratamento pedagógico desta temática nas condições do Brasil, =eve-se assumir os seguintes aspectos como os mais importante para um desempenho. Profissional dos docentes na educação ambiental de seus alunos Clareza e suficiente conhecimento na exposição dos problemas ambientais. Possibilidade para conceber, organizar e desenvolver a suficiente =ariedade de atividades educativas na área de educação ambiental. Mostra de interesse e de motivação pelo desenvolvimento de tarefas =ducativas e de proteção ao meio ambiente. Mostrar de interesse e valorizar como um aspecto de grande =mportância, aprendizagem e os resultados na busca de soluções =lternativas dos problemas do meio ambiente e o desenvolvimento. Possibilidade de um pensamento crítico e reflexivo em seus alunos a =artir da elaboração de situações de aprendizagem. Possibilidade de abordar os assuntos gerais e específicos da =ducação ambiental desde a ótica de cada disciplina, não de um =odo analítico tradicional, parte por parte, se não em sua =nter-relação com outras áreas. Possibilidade de assimilar e incorporar de forma criativa a sua =rática educativa. Possibilidades de identificar e discutir os aspectos éticos (valores = atitudes associados) e estéticos dos objetos ou paisagens naturais =u nas diferentes formas de expressão cultural. Possibilidade de obter novas informações sobre a dimensão local =o ambiente, considerando as transformações constantes, assim como =e outras localidades, em âmbito regional, nacional e internacional. Como se vê, o processo de formação e capacitação permanente =os docentes deve dirigir-se ao desenvolvimento constante dessas =aracterísticas e dessas habilidades, consideradas essênciais para assegurar os níveis de conhecimentos, de valores e de atitudes que =ossibilitem uma reflexão e uma atuação conseqüente com os =roblemas que afetam a sua vida e de sua comunidade, de seu país e do planeta. Por =sso, o processo de orientação profissional, antes, durante e depois =e seu processo de formação como docente, deve a assegurar que este seja o orientador e guia do processo docente educativo direcionadoà =ducação ambiental dos seus alunos. CONCLUSÃO A forma irracional da interação entre o homem e o meio ambiente gera os chamados problemas ambientais. O desenvolvimento científico e tecnológico e suas implicações sociais, cada vez mais põe em maior perigo o meio ambiente e a =rópria vida. O acelerado desenvolvimento científico e tecnológico provoca danos irreparáveis a natureza como, na camada de ozônio, contaminação =os rios, mudanças climáticas.... Durante sua curta vida na terra, o homem provoca profundos desastres ao meio ambiente. Impõe-se, então, =ma busca urgente de iniciativas que contribua com a solução =mediata e o incremento de ações educativas neste sentido. Evidente que para conseguir o propósito educativo requer de um professor que seja capaz de orientar, com pleno domínio de =onhecimento, habilidades, valores, sentimentos e atitudes associadas ao meio ambiente de seus alunos e os prepare para encontrar soluções =ara os problemas ambientais. É essencial portanto formar nos docentes atuantes uma consciência ambiental para que possam desenvolver valores =ara a solução desses problemas nas escolas e nas comunidades em que =ivem os alunos. REFERÊNCIAS CASTRO S.P. A questão ambiental e a busca de uma nopva racionalidade. =n. Educação 92 ; interdisciplinariedade. O pensado. O vivido. Cuiabá, UFMT,1992. DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental : Princípios e =raticas, 7ª ed. São Paulo : Gaia Ltda,2001. GONÇALVES, C. W. Os (des)caminhos do meio ambiente. São Paulo : contexto, 1989. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS . Ministério da Educação e do desporto- Secretaria de Educação fundamental.Temas transversais, Brasilia . MEC/ SEF 1988. SAYÚ, Margarita Mc Pherson, HERRERA, Pedro ª Hernandez. La Educación ambiental en la ensenanza de las ciencias .Instituto =edagógico Latino Americano Y Caribeño. Iplac. TORUNCHA, José Ziberstein. Desarrollo intelectual en las Ciências Naturales.2000. Pueblo y Educación, Habana-Cuba. SANTOS I. Estratégia de formação continuada em Educação Ambiental para docentes. Tesis doctoral. Santa Clara,2002,p.37. ALVES, Denise .Senso percepção em ações de Educação Ambiental.Série Documental MEC-Nep,1995. LIEBMAM, H.Terra. Um Planeta Inabitável.Rio de Janeiro,1979. MC PHERSON M Y P Hernández. La Educación Ambiental en la enseñanza =e las ciencias. Instituto Pedagógico Latinoamericanoy Caribeño.IPLAC,2001 Professores da rede pública são capacitados em educação ambiental Data: 30/8/2004 Mostrar que a biodiversidade faz parte do dia-a-dia dos alunos e que não está só nas florestas é um dos objetivos da Oficina de Capacitação em Ensino da Biodiversidade Em livros, revistas, na televisão e internet a biodiversidade é vista como o espetáculo da natureza, mas =as salas de aula alunos continuam presos à carteira, com raras oportunidades de aprendizagem no campo. Mesmo em uma cidade como Belém, ainda com grandes áreas verdes, o contato direto com a =atureza é pequeno. Com o objetivo de estreitar a relação =scola-meio ambiente, 50 professores da rede pública de Belém =articiparão da Oficina de Capacitação em Ensino da biodiversidade, a partir de segunda-feira (30/08), no parque =oobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Belém é a última das quatro cidades beneficiadas com a Oficina, que faz parte da programação do Prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas, promovido pelo MPEG e a ONG ambientalista =onservação Internacional (CI-Brasil), com o patrocínio da Celpa e =poio da Rádio e TV Cultura. Ministrada pela coordenadora de Educação Ambiental da CI-Brasil, Viviane Junqueira, a Oficina vai =apacitar os professores na orientação dos alunos em pesquisas e =stimular o desenvolvimento de novos estudos sobre biodiversidade Amazônica. Os trabalhos resultantes dessa iniciativa poderão concorrer à =dição 2004 do Prêmio. Nas três oficinas já realizadas, 96 professores da rede pública de Marabá, Santarém e Castanhal foram buscar, nas ruas e áreas verdes de suas cidades, provas de que a biodiversidade faz parte do dia-a-dia =os alunos. Divididos em grupos, os professores pesquisaram a =iversidade de peixes e plantas medicinais comercializados nos mercados, =atalogaram as ocorrências de espécies vegetais em áreas urbanas e =m bananais, além da influência das plantas na culinária. Jonatas Machado, 25 anos, professor de biologia da escola Maria Mercês =onôr, em Castanhal, participou do grupo que pesquisou o desequilíbrio ecológico de algumas espécies de pássaros do =unicípio, afetadas pela urbanização desordenada de áreas =erdes. O grupo comparou as espécies encontradas na extensa área =erde do parque temático Camping Ibirapuera com as espécies da =raça Inácio Gabriel, no bairro da Estrela, que perdeu grande parte =a arborização. Jonatas, junto aos companheiros de equipe, concluiu =ue as áreas urbanizadas dificultam o trânsito de espécies de aves =e uma área verde para outra, causando isolamento e impedindo que =igrem para ambientes mais favoráveis à vida. "Quanto mais se degrada o ambiente natural, mais fica difícil a sobrevivência dessas espécies. Nós pretendemos mostrar para nossos alunos a importância da conservação ambiental, dentro e fora da sala", diz o professor. Machado acrescenta que muitos professores estão desacostumados com a prática, deixam tudo no papel. "Na Oficina somos capacitados a usar a interdisciplinaridade, ter como base outros assuntos. Isso realmente =aza diferença na educação", conclui. Nas Oficinas de Capacitação, que se estendem por uma semana, são discutidos temas como o valor da biodiversidade no dia-a-dia dos cidadãos, as características da biodiversidade paraense, brasileira = mundial e a importância da pesquisa e da educação ambiental. As =ficinas também apresentam noções básicas de investigação e metodologias de formulação de projetos e artigos científicos. Os =ducadores participantes vão receber material de apoio e bibliografia =obre conservação da biodiversidade. "Os conteúdos estão bem organizados. Sinto-me mais preparada para desenvolver projetos científicos com meus alunos. A oficina é um grande impulso que nos deram", diz Maria de Fátima Baía, 39 anos, =rofessora do Centro Pedagógico de Apoio ao Desenvolvimento científico (CPADC) de Castanhal. O Centro é uma parceria entre UFPA = Seduc, que desenvolve turmas para iniciação científica, com =ulas três vezes por semana. Em Belém, os professores terão no parque zoobotânico do Museu uma amostra significativa da floresta amazônica para a observação da natureza e a realização de projetos de educação ambiental. "Ao =inal desta iniciativa esperamos ter mais jovens estudantes investigando = biodiversidade. Se conseguirmos despertar neles a vontade de conservar o patrimônio natural da Amazônia, teremos cumprido nossa missão", =omenta a educadora Viviane Junqueira. Prêmio José Márcio Ayres - Lançado em 2003 pelo MPEG e a =I-Brasil, o Prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas incentiva estudantes da rede pública e privada do Pará à pesquisa =obre a biodiversidade amazônica. Com o patrocínio da Celpa e apoio da Rádio e TV Cultura, serão premiados os melhores trabalhos em =quipe na categoria de ensino fundamental e os melhores trabalhos =ndividuais na categoria de ensino médio. O prazo final para entrega dos trabalhos é 29 de outubro de 2004. Serviço - A oficina será realizada entre os dias 30 de agosto e 3 de setembro, das 8 às 12h e das 14 às 18h, no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira e no parque zoobotânico do Museu Goeldi, na Av. Magalhães Barata. Para mais informações, contate o Serviço de =ducação do Museu Goeldi (www.museu-goeldi.br), telefone (91) =19-3324 ou a Conservação Internacional na Amazônia, pelo telefone =91) 225-3848 (www.conservacao.org). # # # A Conservação Internacional tem como missão conservar a biodiversidade do planeta e promover a harmonia entre as sociedades humanas e a natureza. Como uma organização não-governamental =lobal, a CI atua em mais de 30 países, utilizando uma variedade de ferramentas científicas, econômicas e de informação ambiental. Em todos os seus projetos, a Conservação Internacional busca atingir três resultados concretos: evitar a extinção de espécies; criar e apoiar a implementação de unidades de conservação; e integrar =s vários usos dos recursos naturais em Corredores de Biodiversidade. A Conservação Internacional tem sede em Belo Horizonte-MG, de onde desenvolve seu programa na Mata Atlântica. Outros quatro escritórios foram assim estabelecidos: Brasília-DF, gerencia o Programa do =errado; Belém-PA, gerencia o Programa da Amazônia;Campo Grande-MS, gerencia o Programa do Pantanal;Caravelas-BA, gerencia o Programa Marinho. A Conservação Internacional atua no Brasil desde 1988 e é reconhecida como instituição brasileira de utilidade pública federal. Ao longo desses anos, estabeleceu uma rede de parcerias com =nstitutos de pesquisa, outras ONGs, governos e empresas no país. A Conservação Internacional é formada por uma equipe técnica e administrativa d e 43 brasileiros, dentre eles biólogos, comunicadores, educadores, economistas, agrônomos e administradores. Seus recursos são provenientes de doações de fundações, governos e empresas nacionais e internacionais.Para mais informações, visite www.conservacao.org O Museu Paraense Emílio Goeldi tem como missão produzir e difundir =onhecimentos e acervos científicos sobre sistemas naturais e sócio-econômicos relacionados à Amazônia. Nesta linha, investe em formação científica e técnica, fomenta pesquisas, promove o incremento das coleções científicas, subsidiando a difusão do conhecimento científico, a extensão científico-cultural, contribuindo efetivamente para a formulação de políticas públicas e ao desenvolvimento da região. Para mais informações sobre os programas do Museu Goeldi, visite www.museu-goeldi.br Thiago Barros Comunicador Amazônia/Caatinga Conservação Internacional Av. Nazaré, 541 Sala 310 66035-170 Belém - PA t.barros@conservacao.org Tel/Fax: (91) 225-3848 Cel.: (91) 9113-1719 Visite: www.conservacao.org