20/06/2011
Quem pensa que ao colocar o saco de lixo pra fora de casa já está fazendo sua parte na sustentabilidade do país precisa repensar suas atitudes. A Política Nacional dos Resíduos Sólidos, chamada também de lei do lixo, entra em vigor até o final do mês de junho e o consumidor deve se preparar para as mudanças.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nosso país gera 183 mil toneladas de lixo todos os dias, das quais 73 mil são de lixo reciclável não aproveitado. Convertendo a quantia em valores monetários, é como se jogássemos fora R$ 8 bilhões todo ano.
Entre os principais pontos da nova Política, está a responsabilidade compartilhada. Agora a responsabilidade de destinação dos resíduos sólidos é dividida entre governo, empresas, indústrias e o próprio consumidor. O cidadão precisa adequar suas atitudes e repensar seus hábitos de consumo, diminuindo sua produção de resíduos, fazendo a coleta seletiva dentro de casa e cobrando das autoridades a aplicação da lei do lixo.
Como fazer a coleta seletiva
A coleta seletiva é de grande importância no reaproveitamento de resíduos gerados na sociedade. Ela consiste na separação de resíduos recicláveis (papel, plástico, vidro e metal) dos orgânicos (resto de alimentos), os últimos sendo aproveitados como adubo ou descartados em aterros sanitários.
Já os materiais recicláveis podem ser reaproveitados na fabricação de matéria-prima ou na confecção de outros produtos. Vale lembrar que materiais como pilhas e baterias devem ser separados, já que se descartados no meio ambiente eles acabam poluindo o solo.
Cada material deve ter um recipiente diferente e deve ser embalado separadamente. É importante fiscalizar se os resíduos continuarão separados quando forem recolhidos pelo caminhão de lixo e depois encaminhados a uma usina de reciclagem.
Troféu Fritz Müller
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